Ao final desse artigo, eu tenho uma meditação conduzida de presente para você!

Será que esse artigo vai acabar logo? Será que ele vai realmente me ajudar? Será que vou conseguir meditar? Oi! Meu nome é ansiedade! Eu sou o medo de não dar certo. De não saber o que responder. De cair e tropeçar na frente de todo mundo. Eu sou a fantasia mais completa de todas as coisas ruins que poderiam acontecer quando tudo deveria dar certo. Eu te torturo com perguntas internas: Será que você estudou direito? Não se esqueceu de nada? E o carro e a casa: Fechou tudo? Tem certeza? Você completou o trabalho da melhor forma que poderia? As pessoas realmente estão satisfeitas com você? Quando tudo acaba e dá certo, eu viro uma sensação leve de dever cumprido. A grande questão é quando eu nunca diminuo. Quando eu continuo sempre no mesmo ritmo de cobranças e preocupações. Eu realmente posso ser tóxica. Uma tensão constante e crescente que vai minando sua energia, sabe? Quando te pergunto toda hora se o dinheiro vai dar, se você vai aguentar a pressão, se você realmente é bom no que faz, se seus familiares estão mesmo bem de saúde ou se você pode ter um acidente a qualquer hora. Por minha culpa, muitas vezes te falta o ar, a respiração fica ofegante e acelerada e você pensa o tempo inteiro, sem parar! E como pensa… Seu sono fica alterado, você não consegue relaxar, desacelerar ou parar de se cobrar. Sua alimentação fica desregulada, seus relacionados ficam impactados e você se sente inseguro e fragilizado… Com medo de não fazer direito, algumas vezes você acaba nem fazendo e com isso, se sabota e perde oportunidades. Ou você faz com o máximo de minuciosidade, mas sempre sente que não foi o suficiente e assim, sua autoestima vai lá pra baixo. É… Acho que realmente, não estou fazendo bem para sua saúde. Livre-se de mim!

Você se identificou com a maioria do texto acima? Se a resposta foi sim, você precisa gerenciar melhor a ansiedade ou o stress na sua vida. Esses dois “vilões”, apesar de diferentes, frequentemente se esbarram, se misturam e juntos comprometem negativamente nossa qualidade de vida e nível de bem estar. Vamos compreender cientificamente o que é de fato a ansiedade e o stress?

A ansiedade é um sentimento muito próximo da preocupação. É um aspecto do medo, relacionada ao temor do que está por vir, ao medo de que as coisas não saiam como nós gostaríamos. Ela é um sentimento que pode ser perfeitamente normal e até mesmo necessário para a nossa evolução, o grande problema é quando ela se torna crônica. Pessoas que sofrem de distúrbios de ansiedade sentem medo extremos em situações simples do dia a dia, chegando a manifestar sintomas físicos, que atrapalham suas atividades cotidianas e relacionamentos afetivos e profissionais. A ansiedade crônica aumenta o nível de tensão e elicia o stress, podendo desencadear outras psicopatologias que necessitem de métodos e intervenções mais profundas que abranjam medicação e tratamento com profissionais da área da saúde, especialmente psicólogos e psiquiatras.

O stress pode ser definido como a soma de respostas físicas e psicológicas geradas por estímulos internos e externos (estressores), que permitem ao ser humano ou animal superar determinados desafios relacionados aos perigos do meio externo. Sendo assim, o stress não é necessariamente negativo: na realidade, ele tem papel relevante na preservação da espécie, permitindo-nos resistir a situações de vulnerabilidade e continuar vivos. O problema começa quando os mecanismos responsivos ao stress se tornam muito constantes em curtos intervalos de tempo, sobrecarregando o organismo, afetando constantemente a homeostase, podendo gerar desequilíbrio em diversos níveis.

Quando o organismo reconhece uma situação de emergência, o hipotálamo sinaliza à hipófise para que faça as glândulas suprarrenais (também chamadas adrenais) produzirem os hormônios do stress: o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. Esses hormônios fazem aumentar a frequência cardíaca (o coração bater mais rápido), a respiração acelerar, os vasos sanguíneos bombearem mais sangue para os músculos grandes e o coração, a pressão sanguínea aumentar, a musculatura corporal tensionar, o sistema digestivo mudar e os níveis de glicose (energia do açúcar) no sangue subirem. Contudo, uma vez passado o episódio de stress agudo que motivou essa resposta do organismo, conhecida como resposta de luta ou fuga, o corpo retorna a seu estado normal.

Já o stress extremo e o stress prolongado (crônico) podem levar a problemas mais graves no coração e nos vasos sanguíneos, pois os níveis elevados daqueles hormônios e, consequentemente, da frequência cardíaca e da pressão arterial aumentam o risco de hipertensão, de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral. Quando o nosso corpo se submete a uma situação de extremo stress, bem como a episódios de ansiedade, raiva ou preocupações constantes, as glândulas suprarrenais secretam uma quantidade ainda maior de adrenalina. A adrenalina diminui o diâmetro interno dos vasos sanguíneos, fazendo com que o coração tenha de trabalhar mais para bombear o sangue necessário. O aumento da frequência cardíaca aumenta a pressão arterial. Para atender a esse aumento de atividade do coração, o fígado libera mais glicose, aumentando a taxa glicêmica. Para enfrentar essa hiperglicemia, o pâncreas se vê obrigado a liberar mais insulina no sangue. A insulina estimula a metabolização da glicose pelas células do corpo até atingir níveis abaixo dos padrões normais, ocasionando a hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue), cujos sintomas são mais stress, cansaço, tristeza, falta de energia e motivação, entre outros. Assim, um ataque de ira e ansiedade dispara mental e fisicamente um circuito de funcionamento negativo no corpo, muito semelhante ao de muitas horas de um trabalho exaustivo.

O stress é inerente ao ser humano e desde a época das cavernas atua prevenindo perigos e contribuindo para a luta e a fuga pela sobrevivência. O stress em excesso é que é o grande problema. Quando estamos com medo, a resposta natural do nosso corpo é liberar uma onda de adrenalina e cortisol. No entanto, muita adrenalina e cortisol são prejudiciais para a saúde física e mental de uma pessoa, que pode vivenciar sintomas similares aos de um ataque de pânico, como aceleração do pulso ou dos batimentos cardíacos, respiração curta e tontura.

Se buscarmos nos sintonizar com nosso “eu”, meditar e nos conhecer, evitando a raiva e a preocupação, não sobrecarregaremos o nosso organismo com a produção excessiva dos hormônios do stress. A pressão arterial vai se manter equilibrada e o fígado não será tão exigido. Minimizaremos, assim, o encadeamento de reações orgânicas prejudiciais à saúde, tão comum nos dias de hoje, especialmente entre os habitantes de grandes cidades.

Existe na física o termo “força de orientação”. Apesar de haver uma massa de energia, a corrente não flui. Precisa ser ligada ao circuito e só então a corrente elétrica fluirá por meio da “força de orientação”. Assim também a energia mental que se dissipa e é mal dirigida por vários pensamentos inúteis e mundanos deveria ser levada para verdadeiros canais espirituais. Não acumule no cérebro informações inúteis. Aprenda a desmentalizar a mente. Esqueça tudo o que não lhe for útil. Só então você poderá encher sua mente de pensamentos divinos. À medida que os raios mentais dissipados forem coletados novamente, você irá adquirir nova força mental. […] Uma célula é uma massa de protoplasma com o núcleo. É dotada de inteligência. Algumas células produzem secreção, outras excretam. As células dos testículos secretam o sêmen; as células dos rins excretam a urina. Certas células representam o papel do soldado. Defendem o corpo das investidas ou ataques de matérias venenosas, estranhas ou de germes. Elas os digerem e os jogam fora. Certas células transportam os alimentos para os tecidos e os órgãos. As células realizam o seu trabalho sem o conhecimento consciente de nossa vontade. Suas atividades são controladas pelo sistema nervoso simpático. Estão em comunhão direta com a mente no cérebro. Todo impulso da mente, todo pensamento, é transmitido às células. Estas são enormemente afetadas pelas várias condições ou estados de ânimo. Se na mente existe confusão, depressão e outras emoções e pensamentos negativos, estes serão transmitidos telegraficamente por meio dos nervos a cada célula do corpo. As células soldados entram em pânico. Enfraquecem. Ficam incapacitadas de executarem corretamente suas funções. Tornam-se ineficientes. (SIVANANDA, 1978, p. 17)

Precisamos compreender que estamos inseridos em uma sociedade que elicia o stress e a ansiedade e que nos estimula a estar frequentemente buscando no mundo externo alternativas para curar um vazio, que na realidade, é interior. E enquanto não olharmos para dentro e compreender que somos os únicos responsáveis por nossos sentimentos, que não são as coisas ou pessoas que podem “suprir” nossas necessidades, continuaremos vulneráveis às consequências da ansiedade e do stress. Já dizia Carl Gustav Jung que “Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta!”

Segundo Silva e Sousa (2011), as transformações ocorridas na estrutura econômica brasileira, a partir das décadas de 1950 e 1960, impulsionadas pela industrialização, geraram alterações na esfera social, política, demográfica e epidemiológica. As cidades cresceram, ampliando seus espaços periféricos, mas sem satisfazer as necessidades básicas de seus habitantes. Verificaram-se mudanças nas relações sociais e de trabalho (cargo, ritmo, carga horária e outros), no estilo de vida (tabagismo, consumo de álcool, comportamento sexual, atividade física, locomoção, tempo dedicado a lazer, medicalização) e nas condições de vida (alimentação, educação, habitação, saneamento, destino do lixo, acesso à água, a bens e serviços, entre outros). Simultaneamente, a população ficou exposta a diversos riscos, como a acidentes de trabalho, stress, ansiedade, transtornos de ordem emocional, doenças psicossomáticas. (SILVA; SOUSA, 2011). O enfrentamento desses problemas pela população e pelos serviços de saúde implicou, na maioria dos casos, o aumento do uso diário de medicamentos caros, muitas vezes indutores de muitos efeitos colaterais e de abordagens focadas em um modelo biomédico imediatista que frequentemente não desenvolve a cura, mas sim, ameniza sintomas.

Fato é que nosso corpo funciona como uma grande orquestra, na qual todos os instrumentos e elementos precisam estar em sintonia para que a sinfonia se manifestem em equilíbrio. Para que a química dessa grande orquestra funcione plenamente, é necessário muito mais do que alimentar fisicamente o nosso corpo. Precisamos nutri-lo em todos os aspectos que o compõem, expandindo esse cuidado para nossas emoções, energias e espírito. Os neurotransmissores desempenham um papel extremamente importante no nosso organismo, realizando transmissões excitatórias, que produzem novos impulsos nervosos, ou transmissões inibitórias, que impedem a propagação dos impulsos nervosos. Entre os neurotransmissores destacam-se a acetilcolina, a dopamina, o ácido gama-aminobutírico (gaba), a endorfina, a noradrenalina, a adrenalina e a serotonina. A homeostase dessas substâncias é extremamente importante para a saúde psíquica, o bem-estar emocional, a saúde mental e a qualidade de vida em todos os seres humanos. As concentrações desses neurotransmissores podem, inclusive, ser reguladas por medicamentos psiquiátricos, fazendo cessar ou diminuir os sintomas de diversas psicopatologias. Entre elas, podemos destacar aquelas atualmente conhecidas como “os males do século” – a depressão, o stress e a síndrome do pânico – para cujo tratamento e prevenção tanto o Yoga, quanto a meditação e outras práticas integrativas de saúde podem contribuir diretamente. Pesquisas neurocientíficas sugerem que a prática da meditação, contribui para o gerenciamento do stress e da ansiedade, além de contribuir para a regeneração de neurônios e auxiliar na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional. Comprovou-se também que sua prática altera até mesmo a estrutura física do cérebro, impactando o funcionamento de todos os mecanismos do corpo humano, o que confirma a existência de uma interconexão entre todos os sistemas e legitima a importância de uma visão quântica de saúde.

O ansioso vive no futuro. O depressivo vive no passado. Que tal se a gente aprender a viver no agora? A meditação e o Yoga podem te ajudar! Realize a meditação hipnótica disponibilizada abaixo e desenvolvida especialmente para você! Para realizá-la você deve estar em um ambiente tranquilo (evitando interrupções) e preferencialmente, deitada(o) em postura de relaxamento.

Namastê!

Com amor, Ailla Pacheco.

REFERÊNCIAS
SIVANANDA, S. O poder do pensamento pela ioga. São Paulo: Pensamento, 1978.

SILVA, E.; SOUSA, J. L. de. Utilização de práticas integrativas e complementares na promoção da saúde em uma unidade de saúde do Distrito Sanitário II da cidade do Recife-PE. 8 mar. 2011.

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Por |2018-07-02T11:13:59+00:00junho 21st, 2018|Artigos para o Blog|3 Comentários

Sobre o Autor:

Ailla Pacheco é Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Professora internacional de Yoga registrada no Yoga Alliance®, Mestre em Reiki, especialização com Johnny De Carli, no Peru, Terapeuta floral certificada pelo Bach Centre da Inglaterra. Aromaterapeuta e cromoterapeuta com certificação concedida pelo alemão Dr. Dietrich Gumbel, Mestre em hipnose clínica e regressão de memória, certificada pelos maiores institutos do mundo, entre eles American Board of Hypnotherapy, Hi Brain e Hipnose Institute etc... Confira a biografia completa na Página "Ailla Pacheco".

3 Comentários

  1. Thais Lunardi24 de junho de 2018 at 22:19 - Reply

    Fantastico!
    Delicia de condução!!!

  2. MARIANA PEREIRA ROCHA26 de junho de 2018 at 03:25 - Reply

    Sempre Perfeito cada Meditação e cada Artigo Ailla! Parabéns!!
    Que vc seja sempre esse Ser de Lyz!!
    😘

  3. Silvana26 de junho de 2018 at 15:36 - Reply

    Minha querida, acabei de ser conduzida. Estou em paz! Meu gatinho estava ao meu lado, minha mão em cima dele, ele tinha espasmos. Se puder me explicar. Gratidão. 🐈😍😘🙏

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